Influênciado por um amigo, o chef de cozinha, Matheus Zanchini Barrella, une a fome com a vontade de comer. No caso, o surf e sua vasta experiência em gastronomia.
"Fui criado pelos meus avós que além da descendência italiana, são grandes apreciadores de uma cozinha de raiz", conta Matheus que além de ter experiência em pubs e restaurantes de diversos lugares do mundo, foi o responsável pelo cardápio de uma pousada só de surfistas na praia de Pipa, em Tibau do Sul (RN).
Nascido em São José do Rio Preto, interior de São Paulo, Matheus sempre andou de skate e nunca se viu surfando nem por competição. "Para mim, surf significa encantamento, no melhor sentido da palavra". A primeira onda do chef, um drop mal sucedido como ele mesmo afirma, foi na praia de Guaecá, em São Sebastião, litoral norte de São Paulo. "Uma sensação de leveza, sair do concreto e cair no mar", define.
Fã de Ubatuba, também no litoral de SP, o ex-skatista já surfou em diversas praias. "Peguei onda em Pipa, no meio de golfinhos, um mar turquesa e quente cheio de direitas perfeitas. Também surfei na praia de Biarritz na França, que é considerada o templo do surf por lá".
No Brasil, uma outra trip que vale a pena mencionar, o chef voltava da Paraíba pela costa, passando por diversas localidades e surfando em todas elas. Porto de Galinhas com o Cope, em Maceió na praia do Francês, na Bahia Itacaré e Ilhéus com suas direitas, no Rio no Píer da Barra, em Trindade na praia do Meio e no Cepilho. E para fechar, Itamambuca no canto das pedras!
A melhor onda? Ele define que é difícil escolher uma em tantas melhores, mas utiliza o critério de que uma boa onda é aquela que tira todo peso das costas. "São horas em pé e o pouco tempo que resta uso para degustação de pratos e drinks em outros restaurantes, mas sempre que estou na praia, é imprescindível o surf; nada que uma fish não resolva quando as ondas não estão assim tão favoráveis", fala Matheus.
Para finalizar, em termos de alimentação - já que estamos falando de alguém que todos os dias têm a preocupação com o paladar alheio - Matheus explica que o equilíbrio entre uma alimentação rica em proteínas e produtos orgânicos é fundamental. "Coma peixe! A produção de gado de corte acaba com as florestas e a camada de ozônio". Fica a dica.